Alexandre Mazza
Ponta Grossa, Brasil, 1969
Vive e trabalha no Rio de Janeiro, Brasil
Urucum, 2020
acrílico
30 × 24 × 15 cm
edição 50 + 6 PA
SOBRE A OBRA
As obras de Mazza têm como eixo central a visão. Por isso o artista gosta de jogar com os materiais, principalmente aqueles os quais ele diz serem "multiplicadores de luz": espelhos, vidros, metais, lâmpadas e acrílicos, o qual utiliza na obra brincante Urucum.
O acrílico aqui tem o papel fundamental de permitir a passagem da luz. As folhas das árvores, refletem o verde sobre a superfície que recebe o trabalho, enquanto o elemento vermelho é opaco e dá nome ao trabalho, aludindo a semente de coloração forte.
O artista busca chamar a atenção para o desmatamento de nossas florestas, trazendo este tema para ser discutido desde a infância, ainda que de maneira lúdica, no jogo de desmontar e montar — ou desmatar e replantar, como se poderia dizer neste caso.
SOBRE O ARTISTA
As obras de Alexandre Mazza tem como ponto central a pesquisa do olhar. É principalmente através dos objetos que o artista confronta seus espectadores com jogos visuais: com o que se vê e o que se acredita ver, com o que está ali e o que se imagina estar. Indicado ao prêmio Pipa em 2012 e 2014, o artista já apresentou seus trabalhos em exposições no MAM-RJ | Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, no Centro de Artes Hélio Oiticica, na Caixa Cultural do Rio de Janeiro, entre outros. Suas obras estão em diversas coleções privadas e públicas como as do MAM-RJ e MAR | Museu de Arte do Rio, Brasil; 21c Museum Hotels, New York, EUA; Yashvi Art Foundation, Borusan Contemporary, Istambul, Turquia. Com formação musical, trabalhou durante 18 anos como baixista e compositor. Passou a se interessar pela luz e a eletricidade, e, em 2008, começou a se dedicar somente ao que chama de “multiplicação da luz”, utilizando diversos materiais, tais como espelhos, vidros, metais, lâmpadas, acrílicos e madeira. "A grande matéria da produção de Mazza é o exercício do olhar como um dos pensamentos do corpo. Aqui, percebemos que se espera que o espectador seja um criador de imagens durante a experiência com os trabalhos de Mazza, deixando o imaginário enfeitiçar a imagem ou sua ausência, gerando encantamento pelo mistério.”




