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Caio Marcolini

Rio de Janeiro, Brasil, 1985 

Vive e trabalha no Porto, Portugal

Caio, não caio, 2023

plástico PLA azul, varetas de latão, bolinhas de gude 

13 × 25 cm 

edição 30 + 4 PA 

SOBRE A OBRA


"Quando fui convidado para participar do projeto O Pequeno Colecionador uma das primeiras coisas que fiz foi sentar no chão para brincar com o meu filho. Observei pequenos detalhes e acabei por revisitar a minha própria infância."


No Caio, não caio cada participante deve retirar uma vareta de forma alternada. Segundo as regras do jogo, o vencedor é aquele que não derruba a última bola. Mas ganha mesmo quem topa fazer essa viagem pela própria infância! Aquele que senta no chão com amigos, filhos, sobrinhos e se deixa levar pela brincadeira. Sem pressa, e com presença.     


A estrutura azul é impressa em plástico, de maneira digital, fazendo uma analogia com as tramas que o artista costuma desenvolver em metal. Sua forma orgânica apresenta um alto nível técnico para impressão. O processo de extrusão de plástico a partir de uma impressora 3D se assemelha muito ao trabalho que o artista Caio Marcolini já vem desenvolvendo com fio de metal. 


"Eu faço o papel da impressora, trabalho o fio de metal e construo as peças, idealizo as ideias e as coloco em prática manualmente. Desta forma criei um brinquedo que traz memória afetiva e diálogo direto com as minhas obras."


Instruções:  Coloque a escultura tridimensional em uma superfície lisa e estável – chão ou mesa – e encaixe as as varetas de latão polidas na trama. Depois, coloque as bolas de gude por cima. Com isso feito, inicia-se o desafio. Os participantes devem, um a um, alternadamente, puxar as varetas tentando evitar que as bolinhas caiam. Perde quem deixar a última bola de gude cair!

SOBRE O ARTISTA


É artista plástico, formado em Desenho Industrial pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e técnico em Ourivesaria pelo SENAI-RJ, foi aluno da Escola de Artes Visuais do Parque Lage. O trabalho artístico de Caio Marcolini se confunde com seu ofício e formação em ourivesaria, artes e desenho industrial. Se por um lado é possível imaginar as contradições e particularidades entre tais campos, a partir de suas lógicas distintas de pensamento e produção, o que Caio faz é justamente confundir fronteiras, ao deslocar seu construto entre esses espaços discursivos. Sua investigação se situa entre o material e o etéreo, e está endereçada à elaboração de objetos cuja estrutura em fio de metal é concebida por meio de ferramentas desenvolvidas pelo próprio artista. Sua prática é nutrida e se nutre pelo gesto do movimento: a ideia se move à feitura do objeto, uma trama maleável de infinitos elos, e toma forma, se reconstrói, tanto quanto permita o ensejo de seu criador. Participou de exposições coletivas como Hearts On Fire, A Homem Mau, Lisboa, Portugal, 2023; |fɛmɪnɪn|, Gallery Nosco, Bruxelas, Bélgica, 2023; Summer Exhibition 2022, Chrysalid Gallery, Rotterdam. Holanda, 2022; Viva Brasil!, Colégio das Artes da Universidade de Coimbra, Portugal, 2022; Pedágio de Mim – Foco Brasil, Not a Museum, Lisboa, Portugal, 2021; Reality Check: Life After Retirement, Espaço Espelho d'Água, Lisboa, Portugal, 2020; O que deixou a florescer, Galeria Sete, Coimbra, Portugal, 2020; Ases & Trunfos, Galeria Sete, Coimbra, Portugal, 2018; Festival de Esculturas do Rio — Terceira Edição, Centro Cultural dos Correios, Rio de Janeiro, Brasil, 2017; 42º SARP — Salão de Arte de Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil, 2017; 45° Salão de Arte Contemporânea Luiz Sacilotto, Santo André, Brasil, 2017; 5° SOAL — Salão de Outono da América Latina, Memorial da América Latina, São Paulo, 2017; e Através da Trama, HAG – Home Art Gallery, São Paulo, 2016. Projeto Solo Feira de Arte — SPArte, Rotas Brasileiras; Projeto Solo Organismos, Belizário Galeria, São Paulo, Brasil, 2022; e 1-54 New York Art Fair, Duo Project, Gallery Nosco, New York, EUA, 2023.

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