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Felipe Cohen

São Paulo, Brasil, 1976 

Vive e trabalha em São Paulo, Brasil

Nascente, 2023

madeira e fórmica 

40 × 38.5 × 3.3 cm 

edição 30 + 4 PA 

SOBRE A OBRA


Nascente é um objeto-brinquedo que procura estimular uma ação construtiva a partir da interação com peças que sugerem elementos naturais. A obra-brincante tem o formato de livro — a parte que serve de base para as peças quando aberto, configura-se como capa, quando fechado. — Ao abrir o objeto, as peças que serão usadas para a construção da paisagem estarão montadas em uma configuração que deve ser memorizada, pois posteriormente será remontada, ainda que de forma verticalizada. Podemos, então, tirar as peças do interior do jogo e virar a capa para cima para começar a empilhar e encaixar as peças como antes vista. No entanto, agora, no centro da base horizontal, com suas faces claras voltadas para a lagoa clara e suas faces escuras voltadas para a lagoa com luz noturna. A face que tem tonalidades mais claras representa o dia, e as mais escuras, a noite. Por cima de tudo, uma peça simboliza, de um lado, o sol e, do outro, a lua. Há nessa diferença de tonalidade uma brincadeira entre o dia e a noite, como se o primeiro estivesse escondido atrás do segundo, e o nascimento da paisagem, tanto da água, como da luz, sempre no centro e acima de tudo. O objeto criado pelo artista Felipe Cohen foi pensado em 2 planos: o horizontal, representado pelas lagoas e o vertical, formado pelas pedras, a água que cai, o sol e a lua.

SOBRE O ARTISTA


A prática de Felipe Cohen se desenvolve a partir da tensão entre as formas tradicionais e contemporâneas de dispor o objeto artístico e do estudo e resgate de problemáticas recorrentes na história da arte com o intuito de reinterpretar e atualizar seus sentidos no presente. Essa tensão ocorre por meio da articulação de materiais nobres com objetos banais de uso cotidiano, criando, assim, tanto formas paradoxais que são obrigadas a conviver intimamente quanto atualizações simbólicas de signos e gêneros clássicos em um processo dialético. Entre suas exposições individuais, destacam-se as realizadas na Gaep Gallery, Bucareste, Romênia, 2026; Millan, São Paulo, Brasil, 2013, 2016, 2019 e 2021; Capela do Morumbi, São Paulo, Brasil, 2013; Centro Universitário Maria Antonia, São Paulo, Brasil, 2006; entre outros espaços. Entre as exposições coletivas das quais participou, estão Balada para um espectro, Casa de Cultura do Parque, São Paulo, Brasil, 2025; Earth and Sky, SMoCA, Scottsdale, Estados Unidos, 2023; Tempo Imenso, Casa de Cultura do Parque, São Paulo, Brasil, 2023; Pinacoteca: acervo, Pinacoteca de São Paulo, Brasil, 2020; Passado/Futuro/ Presente: Arte contemporânea brasileira no acervo do Museu de Arte Moderna de São Paulo, MAM-SP, São Paulo, Brasil, 2019, e Phoenix Art Museum, Phoenix, Estados Unidos, 2017; Troposphere, Beijing Minsheng Art Museum, Pequim, China, 2017; Geometria Afetiva, SESC Bom Retiro, São Paulo, Brasil, 2016; Deserto-Modelo “as above, so below”, Harold St. Gallery, Londres, Reino Unido (2015); Ouro – um fio que costura a arte no Brasil, Centro Cultural Banco do Brasil, Rio de Janeiro, Brasil, 2014; Imagine Brazil – Artists Books, Musée d’art contemporain de Lyon, Lyon, França, 2014, e Astrup Fearnley Museet, Oslo, Noruega, 2013; 8ª Bienal do Mercosul, Porto Alegre, Brasil, 2011; Nouvelles de São Paulo, L’École Nationale Supérieure des Beaux-Arts de Paris, Paris, França, 2009; entre outras.

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