Mônica Ventura
São Paulo, Brasil, 1985
Vive e trabalha em São Paulo, Brasil
Casinha Kirí Kirí, 2025
bambu e vegetação
1.5 × 3 m
edição 5 + 1 PA
SOBRE A OBRA
Sem um significado específico, a palavra que dá título à obra, Kiri Kirí, funciona como uma onomatopeia baseada em fonemas encontrados em diversas línguas, mostrando como os sons e a língua falada também podem possuir aspecto lúdico.
Kiri Kirí é um conjunto de trabalhos ligados ao universo infantil que a artista desenvolve desde 2023, quando apresentou a instalação O rio Kirí Kirí, no CCBB-SP.
Trata-se de uma espécie de morada temporária, cabaninha ou esconderijo, uma casinha produzida com trama de bambu, revestida de vegetação. A conexão com o exterior se dá para além das aberturas da arquitetura: por meio de estruturas metálicas, as pessoas podem emitir sons na parte exterior que vão ecoar no interior e vice-versa.
SOBRE A ARTISTA
Mônica Ventura é artista visual e designer, formada em Desenho Industrial pela FAAP, e mestre em Poéticas Visuais pela ECA-USP, cujo trabalho investiga as complexas intersecções entre o feminino e a racialidade. Através de uma pesquisa aprofundada, a artista resgata e reinterpreta elementos culturais pré-coloniais como a arquitetura e as técnicas de trabalho manuais dos povos afro-ameríndios. Para Ventura, esse mergulho em saberes ancestrais é uma forma de reconexão pessoal. “A ancestralidade é uma chave para lembrarmos de quem somos e de seguir se desvinculando do plano colonizador que visa polir a individualidade”, explica. Sua prática multidisciplinar abrange vídeo, escultura e pintura, permitindo-lhe transitar entre o espiritual e o concreto, e dar voz às experiências multifacetadas das mulheres negras, com um olhar que combina força e a delicadeza do feminino. Ao desafiar o formalismo estético, Ventura cria um “belo ruído organizado”, que convida o público a refletir sobre identidade, memória e poder. Dentre suas exposições individuais estão: Mônica Ventura: Daqui um Lugar, Pinacoteca do Estado de São Paulo, 2025, São Paulo, Brasil; A Noite Suspensa ou o que posso aprender com o Silêncio, Instituto Inhotim, 2023, Brumadinho, Brasil; O Sorriso de Acotirene, Centro Cultural São Paulo, 2018, São Paulo, Brasil. Participou de importantes exposições coletivas em museus e instituições, como: Cantando Bajito (Incantations), Ford Foundation, 2024, Nova York, EUA; Encruzilhadas da Arte Afro-brasileira, Centro Cultural Banco do Brasil, 2023, São Paulo, Brasil; Brasil Futuro: Formas da Democracia, Museu da República, 2023, Brasília, Brasil; Carolina Maria de Jesus: um Brasil para os brasileiros, Instituto Moreira Salles, 2021, São Paulo, Brasil; Enciclopédia Negra, Pinacoteca do Estado de São Paulo, 2021, São Paulo, Brasil; Histórias Feministas, MASP – Museu de Arte de São Paulo, 2019, São Paulo, Brasil. Seu trabalho integra também as coleções do Instituto Inhotim, Brumadinho e da Pinacoteca de São Paulo, São Paulo, Brasil.



