top of page

Nita Monteiro

Volta Redonda, Brasil, 1990
Vive e trabalha em São Paulo, Brasil

As serpentes da vida, 2023

tecidos variados, bordados e enchimento plumagem 100% poliéster   

COMPOSIÇÃO 


10 × 210 cm 

DIMENSÕES 


30 + 2 PA

EDIÇÃO

A escolha da artista pela representação da serpente se dá pelo fato destes animais serem frequentemente citados em mitos de criação do mundo inteiro, estando não apenas na origem do saber, mas da própria vida. No mito da Cobra Canoa ou a Canoa da transformação, de povos originários da Amazônia, por exemplo, diz-se que a humanidade nasceu dentro do ventre de uma enorme serpente cósmica, extraterrestre, que navegou pelos lagos e rios do continente sul americano desembarcando, em cada parada, a gente peixe, os primeiros seres humanos. Já tribos aborígenes da Austrália contam que uma grande serpente mãe – A SerpenteArco-Íris – deu forma ao mundo quando acordou de um longo sono, trazendo a chuva para terra seca, abrindo os rios, levantando as montanhas e acordando todos os seres vivos na Terra. A Serpente da Vida utiliza os saberes da mitologia para ampliar a percepção sobre a nossa origem e lugar no mundo.

fotos_artistas-121.png
fotos_artistas-122.png

Formada em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade de São Paulo, ambiente onde teve experiência de pesquisa com os curadores Agnaldo Farias e Cristina Freire. Fez parte do coletivo Vozes Agudas, no Ateliê 397. Participou de cursos em diversas instituições como MASP, MAM-SP e Museu Lasar Segall. Fez parte do grupo de artistas feministas coordenado pela curadora Talita Trizoli e do Grupo de acompanhamento de artistas coordenado por Ana Paula Cohen e Thiago Honório. Foi selecionada para a Contextile Bienal de Arte Têxtil Contemporânea, 2024, Guimarães, Portugal. Participou de exposições em instituições e galerias como: Museu da Inconfidência, Museu de Arte Moderna da Bahia, Museu Victor Meirelles, Museu de Arte de Ribeirão Preto, Centro Cultural Banco do Nordeste, Casa da Cultura Dide Brandão, Galeria Anita Schwartz, Carbono galeria, Galpão 556, entre outras. Foi premiada no 18º Salão Ubatuba de Artes Visuais. Em 2022, participou da Residência Artística do Instituto de Arte Contemporânea de Ouro Preto, e em 2024 da Casero residência. Em seu trabalho, vem investigando a presença de materiais envolvidos com a dimensão doméstica, afetiva e do cotidiano. A partir desses materiais e de outros elementos têxteis, narrativas são criadas como uma forma de ficcionalização da vida, mesclando histórias ouvidas e vividas, ciência e mito, passado e presente.

TRABALHOS RELACIONADOS:

bottom of page